terça-feira, 8 de março de 2011

Todas as famílias são feitas de amores, paixões, amizades, traições, mal-entendidos, empatias, discussões, festas, partidas e chegadas, momentos tristes e felizes, mentiras e verdades, enfim cheias de muita vida. Repletas de calor humano, com todos os seus matizes e intensidades. Lealdades, alianças, amor e ódio. Alguns relacionamentos se fortalecem, enquanto outros se desfazem. As famílias crescem, se espalham, os ramos se afastam e primos acabam se tornando desconhecidos. Ainda assim continua sendo a célula mater da sociedade. A ela devemos tudo que somos e seremos. A nossa existência depende de todas estas nuances de sentimentos que nortearam as decisões que foram tomadas por nossos antepassados. De nossas decisões sobre como viver este leque de emoções dependerão os futuros membros dela. De nossos antepassados recebemos os mesmos genes (herança física) e os mesmos mêmes (herança cultural). Talvez por isto sejamos tão iguais. E pessoas muito iguais nem sempre se toleram. Mas o mais importante é lembrar que nada disso é para sempre. O tempo não para! É como uma onda que passa e vai apagando todas as emoções, situações mal resolvidas, incompreensões, injustiças, soberba, sofrimentos e gozos. Tudo fica no passado! Aquilo que se vivia intensamente não existe mais. A não ser na nossa lembrança, que também em breve não vai existir mais. Tudo que é importante hoje, também terá o mesmo destino: o esquecimento. Seremos apenas um monte de nomes e datas perdidos em uma pilha de documentos de papel amarelado e empoeirado, ou em um arquivo gravado em algum lugar. Seremos somente estatísticas a espera que algum curioso do futuro venha procurar. A parte mais difícil, na hora de se contar a história de uma comunidade, é que e conhecemos apenas parte dela. Somente o que vivenciamos ou ouvimos. Os fatos sempre vem recheados de opiniões, achismos e versões pessoais que nem sempre refletem, ou até distorcem intencionalmente, a verdade. A soma de todas das histórias dos indivíduos que a viveram, somados aos respectivos pontos de vista, é que pode dar uma idéia real dos acontecimentos. É sempre muito trabalhoso separar fatos de conclusões pessoais, mesmo em acontecimentos recentes. Quanto mais em coisas a muito passadas. E é quase impossível não balancear os relatos a um preconceito sobre quem os conta. Uns são concisos, e outros fantasiosos e exagerados. Por outro lado, é preciso ter muito cuidado nos fatos e na forma de contar, para não magoar pessoas. Existem muitos acontecimentos ruins no passado, que até nos tempos atuais ainda não foram bem digeridos. Afinal somos apenas seres humanos, e com todos os êrros que temos direito. Mas também existem muitas estórias boas, engraçadas ou mesmo sofridas, mas com finais felizes. Estas sim é que valem a pena serem lembradas. Afinal a felicidade não existe como um todo. Existem apenas momentos felizes. Ser feliz é saber coleciona-los todos. O passado não poderemos mais corrigir. Esta página se destina exatamente a isso: "Uma coleção de memórias que nos fizeram felizes ou nos fizeram crescer. Uma coleção de vitórias". O pouco que sabemos do passado, foi passado de boca-a-boca. Muita coisa se perdeu, foi modificada ou não passa de lenda, que de tanto ser repetida passou a ser aceita como verdade.

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